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- 25 de julho | Dia Nacional do Escritor
Wanda Rop 🌹 (coração repleto de gratidão e felicidade)
Celebrar o Dia do Escritor na nossa querida Academia de Letras de São Pedro da Aldeia é renovar o pacto com a preservação da nossa identidade, da nossa memória e da nossa língua. Numa cidade tão rica em história, arquitetura colonial e belezas lagunares, a literatura atua como o verdadeiro sopro que eterniza o espírito aldeense.

Quando olhamos para a data de 25 de julho, é impossível não lembrar de Jorge Amado. Mais do que o idealizador histórico do Dia do Escritor — data consolidada graças ao seu empenho e ao de seus pares na União Brasileira de Escritores em 1960 —, ele ocupa um lugar central no simbolismo desta comemoração pela sua própria essência. Jorge Amado é o nosso estandarte porque representa a brasilidade mais pura: suas páginas transbordam o cheiro do azeite de dendê, o calor da Bahia, a coragem dos oprimidos e a alegria do povo, provando que a literatura de alta qualidade abraça as massas. Ele foi a voz da liberdade criativa, enfrentando a censura com a força inesgotável de sua narrativa para se tornar o patrono da resistência e da dignidade da classe artística, além de ter universalizado o nosso país ao levar a cultura brasileira aos quatro cantos do mundo.
Lado a lado com essa energia vibrante, a nossa celebração ganha a profundidade e a genialidade de Machado de Assis. Se Jorge Amado simboliza a alma pulsante, popular e livre do escritor, o Bruxo do Cosme Velho representa o cume do rigor estético e da reflexão sobre a alma humana. Evocar Machado no seio da Academia aldeense é buscar a bússola da nossa excelência: é lembrar da precisão cirúrgica da linguagem, da ironia fina que permanece moderna em qualquer recanto e da inspiração maior de quem fundou a nossa maior casa de letras.

No fim das contas, em São Pedro da Aldeia, ao unirmos a popularidade e a garra de Jorge Amado à genialidade e à erudição de Machado de Assis, encontramos o verdadeiro sentido do 25 de julho: celebrar, com o coração leve e aberto, aqueles que dedicam a vida a traduzir o indizível e a dar voz ao nosso povo.
